Inicialmente, eu tinha como projeto gravar um vídeo em que
as pessoas mostrariam a última foto tirada com o celular e a história por trás
disso.
Mas -como eu faço com a maioria das coisas que eu planejo- eu
desisti. Ou melhor, eu falhei.
Tentei várias vezes filmar. Ou melhor, tomar coragem para
filmar. Mas a coragem faltou. Impedida pela timidez não consegui abordar as
pessoas para realizar a filmagem. Nem na faculdade, nem na rua, e nem no
shopping. Estes foram os três lugares onde eu tentei. E não consegui.
Durante o curso, eu li alguns textos, mas confesso que não
li nem metade. E dos que eu li, nem todos eu terminei de ler também.
Eu não terminei de ler o “Culturas e Artes do Pós-Humano: da
cultura das mídias à cibercultura” da Lucia Santaella, mas gostei das partes
que li. Eu cheguei até a fazer um esquema de leitura e estruturar uma postagem
que eu faria no blog. Mas novamente desisti.
Eu li “A corrida para o Século XXI: No loop da
montanha-russa” de Nicolau Sevcenko, e gostei, acredito que consegui assimilar
os conceitos, entre eles a síndrome do loop e a crítica.
Nicolau tenta, com o livro, alertar para o perigo da
aceleração nos tornar indiferentes com o que acontece ao nosso redor. As
transformações tecnológicas têm o poder de fazer com que percamos a nossa
capacidade crítica e –consequentemente- a nossa identidade. O autor chama
atenção para o fato de que as inovações, das quais as mais importantes se deram
nos últimos cem anos, provocaram impactos sobre todo aspecto da vida no
planeta. Logo, as mudanças introduzidas com a tecnologia não se deram somente
no campo da produção, mas também da difusão de informação e entretenimento, e
da ciência de modo geral. O que mais gostei do livro foi a espécie de linha do
tempo traçada pelo autor, tratando dos fatos históricos e a influência das
grandes corporações sobre os mesmos. Um autor que definitivamente vou procurar
depois do fim do curso é Nicolau Sevcenko, até mesmo porque eu costumo me
interessar pelas coisas ou pessoas depois que elas acabam ou morrem.
Outro tema estudado foi sobre as diferenças. Acho que foi a
aula 10, que foi apresentada por volta do fim de julho, ou começo de agosto.
Nessa aula tivemos uma boa conversa, na qual a senhora apresentou a questão da
tolerância e da aceitação quanto às diferenças entre pessoas e grupos. Ficou
clara também a questão da construção da identidade, e sobre isso consegui
refletir sobre como alguns atos podem exercer influência negativa ou positiva
sobre a identidade, uma vez que ela é formada socialmente. Pelo modo como é
formada, concluímos que ela se molda e é capaz de moldar o que está à sua
volta.
Fiz alguns textos sobre outros temas e vou postá-los no
blog. Como sempre, deixei para a última hora, então peço perdão pela falta de
aprofundamento dessa auto-avaliação. Agora são 23:48 do dia 15 de setembro, e
para não estourar o prazo de entrega dessa atividade, vou encerrar por aqui.
Mas vou postar a continuação no blog.
Novamente peço perdão, pelo atraso, que é uma consequência da
minha constante procrastinação. E lembro que farei a continuação, ela estará no
meu blog.
CONTINUAÇÃO
Bom, quanto à participação nas aulas, acredito que tive um
bom aproveitamento nos debates propostos. Tive a oportunidade de presenciar um
debate sobre o uso dos espaços públicos, inclusive o da universidade, através
da discussão sobre a famigerada fita adesiva. Foi um debate um tanto acalorado,
principalmente quando entramos na questão do acesso aos campi da UFABC. Serviu
para que eu refletisse sobre a utilização dos espaços, e me fez pensar sobre
uma coisa que nunca havia pensado: o fato de que se fossem quebrados os muros
que cercam o campus de Santo André haveria uma circulação muito maior de
pessoas, assim como o aumento da iluminação do local, e desse modo a violência
poderia diminuir.
A aula 13 também tratou de um tema importante, tanto nas
discussões da faculdade, quanto da sociedade em geral. O tema da diversidade
sexual foi bastante apropriado para que fossem estabelecidos alguns conceitos
básicos sobre os gêneros.
A adequação de gênero, assim como a aceitação perante a si
mesmo e à sociedade, constituem um aspecto fundamental da formação da
identidade de uma pessoa. Um ponto importante do texto estudado foi a questão
da construção histórica e cultural das relações de gêneros, das definições
quanto aquilo que é feminino e aquilo que é masculino. Outro aspecto
interessante diz respeito à Identidade de Gênero, uma vez que essa não se
restringe à constituição biológica do indivíduo, e sim da forma em que ele se
encaixa ou simplesmente não se encaixa. Essa identidade pode ser afetada pelas
diversas esferas da vida do indivíduo, como a religião, família e sociedade em
que ele vive.
Acredito que o curso nos auxiliou na busca da desconstrução
da heteronormatividade e da aceitação das diferentes orientações sexuais, uma
vez que estas fazem parte da construção da identidade. Esse auxilio se deu por
meio do estímulo ao diálogo entre os diferentes grupos, e estímulo à expressão
e interação entre os alunos.
Voltando à questão das aulas presenciais, também pude ajudar
o grupo das religiões em debates e na interação com o espaço e os alunos, por
meio dos cartazes das minhas amigas, os quais continham perguntas a serem
respondidas sobre os assuntos da importância da religião e a influência dos
padrões de beleza sobre as pessoas.
Confesso também que não tive paciência para fazer postagens
periódicas no blog, portanto vou postar tudo agora. E também não li todos os
textos.
Porém considero que fui participativa nas aulas, mas dentro
dos meus limites, uma vez que não sou o tipo de pessoa que comenta tudo, ou que
levanta a mão para expressar opinião.
Eu não sei que nota deveria ser atribuída ao meu trabalho ao
longo do quadrimestre. Só sei que tive um bom aproveitamento, pude absorver
muitos conceitos, e aprendi formas de como aplica-los na minha vida (não só acadêmica
e profissional, mas em tudo). Não quero ser puxa-saco, mas achei o curso
interessante, assim como as suas propostas de temas e os textos apresentados.
A forma de exposição de conceitos e a interação durante as
aulas foram formas com as quais eu não estava acostumada, mesmo tendo feito
outra matéria com a senhora (CTS), mas a participação que tive nesse curso foi
infinitamente maior e mais produtiva.
Gosto de escrever, portanto não há uma justificativa plausível
para o fato de não fazer postagens regulares no blog. E admito que tenho
dificuldade para ler, então essa é a minha justificativa para não ter lido
tantos textos quanto, de fato, gostaria de ter lido.
Novamente peço perdão pelo atraso de quase 1 hora na entrega
de uma auto-avaliação decente, e sinceramente acho que ela está incompleta. Mas
é tudo por enquanto.
Obrigada pelas aulas e bom recesso!
